A Ligadura Elástica de Hemorroidas é o procedimento não cirúrgico mais eficaz para o tratamento de hemorroidas internas de graus I, II e III. O método utiliza um pequeno anel de borracha aplicado na base do mamilo hemorroidário para interromper o fluxo sanguíneo, levando à necrose indolor e à queda do tecido em poucos dias. Com taxa de sucesso superior a 80%, a ligadura elástica elimina sangramentos e prolapsos sem a necessidade de internação hospitalar, anestesia geral ou o doloroso pós-operatório da cirurgia convencional, permitindo que o paciente retorne às suas atividades em até 48 horas.

1. O que é a Ligadura Elástica de Hemorroidas?

A doença hemorroidária é uma condição vascular comum que afeta a região anal, causando desconforto, prolapso (saída do tecido) e sangramento. Quando o tratamento clínico baseado apenas em pomadas e dieta não apresenta resultados satisfatórios, a proctologia moderna oferece a ligadura elástica como o principal recurso ambulatorial.

Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, introduzido na prática médica por Blaisdell e posteriormente aprimorado por Barron. Na Clínica Fluence, a Dra. Raíssa Reis de Carvalho utiliza esta técnica para “estrangular” o fluxo de sangue que alimenta a hemorroida interna, forçando o próprio corpo a eliminar o tecido doente de forma natural e segura.

2. Como o Elástico Funciona? O Processo de Isquemia

O funcionamento da ligadura baseia-se na isquemia tecidual. Através de um aparelho chamado anoscópio, o mamilo hemorroidário é identificado. Com um aplicador de vácuo ou pinça, a base da hemorroida é tracionada para dentro de um cilindro, onde um pequeno anel de borracha nitrílica de alta pressão é disparado.

Uma vez posicionado, o anel interrompe a circulação local. Nas 48 horas seguintes, o tecido hemorroidário sofre necrose. Geralmente entre o 5º e o 10º dia após o procedimento, o tecido “seco” e o elástico caem sozinhos e são eliminados durante a evacuação. No local da queda, forma-se uma pequena cicatriz (fibrose) que atua fixando a mucosa anal, impedindo novos sangramentos e reduzindo o prolapso residual.

3. Indicações: Graus I, II e III

Nem toda hemorroida deve ser tratada com ligadura. A indicação depende do grau de evolução da doença:

  • Grau I: Hemorroidas internas que não prolapsam (não saem). A ligadura é excelente para parar sangramentos vivos recorrentes.
  • Grau II: Hemorroidas que saem ao evacuar, mas retornam sozinhas. É o “padrão de ouro” para este grupo.
  • Grau III: Hemorroidas que saem e precisam de redução manual (empurrar de volta). Nestes casos, a ligadura é eficaz, mas pode exigir múltiplas sessões para um resultado completo.

Atenção: Hemorroidas de Grau IV ou hemorroidas externas não podem ser ligadas. O tratamento de hemorroidas externas envolve outras técnicas, como a excisão cirúrgica, devido à alta sensibilidade nervosa da pele.

4. Vantagens Reais da Ligadura vs. Cirurgia Tradicional

A comparação entre a ligadura elástica e a hemorroidectomia clássica mostra por que 9 em cada 10 pacientes preferem o método ambulatorial:

  • Sem Internação: O procedimento dura de 10 a 15 minutos e o paciente vai para casa imediatamente.
  • Sem Anestesia Geral: Pode ser feita com sedação leve ou apenas anestesia local, reduzindo riscos sistêmicos.
  • Dor Reduzida: Como é feita em uma zona acima da “linha pectínea” (onde não há terminações nervosas de dor aguda), o desconforto é infinitamente menor do que o corte cirúrgico.
  • Custo Menor: Evita gastos com diárias hospitalares e grandes equipes de bloco cirúrgico.

5. Passo a Passo Técnico

A Dra. Raíssa Carvalho segue um protocolo rigoroso de segurança:

  1. Posicionamento: O paciente deita-se confortavelmente em decúbito lateral.
  2. Inspeção: Realiza-se a anoscopia para mapear os mamilos hemorroidários mais críticos.
  3. Aplicação: Utiliza-se um ligador de vácuo de última geração, que permite uma sucção precisa, evitando pinçar a musculatura do esfíncter.
  4. Verificação: Checa-se se o elástico está bem posicionado acima da zona de sensibilidade.

6. Recuperação e Controle de Dor

O paciente não sente dor “de corte”, mas sim uma sensação de peso retal ou “vontade de evacuar” (tenesmo). Isso ocorre porque o elástico gera uma tração na mucosa. Nas primeiras 24 horas, analgésicos comuns e banhos de assento mornos são suficientes para o controle total do desconforto.

O retorno ao trabalho costuma ocorrer em 24 a 48 horas. É fundamental manter o intestino funcionando regularmente para que fezes duras não desloquem o elástico antes do tempo ideal de necrose.

7. Riscos, Segurança e Complicações

Embora extremamente segura, a ligadura elástica possui riscos mínimos que devem ser discutidos:

  • Sangramento na Queda: Por volta do 7º dia, pode haver um pequeno sangramento quando a ferida (úlcera) está cicatrizando. É normal, desde que em pequena quantidade.
  • Síncope Vasovagal: Algumas pessoas podem sentir tontura logo após o disparo do elástico devido ao estímulo nervoso no reto.
  • Infecção: Extremamente rara (menos de 0,05% dos casos), manifesta-se com febre e dor intensa, exigindo antibioticoterapia imediata.

8. Eficácia e Recidiva: O que diz a ciência?

Estudos publicados no World Journal of Gastroenterology confirmam que a ligadura elástica resolve os sintomas de sangramento em 90% dos pacientes e o prolapso em 75% a 80%. A recidiva pode ocorrer após 5 a 10 anos, mas o procedimento pode ser repetido com segurança, o que não ocorre com a mesma facilidade em cirurgias de grande porte.

9. Mantendo os Resultados: Prevenindo Novas Hemorroidas

O tratamento não termina na aplicação do elástico. A Dra. Raíssa enfatiza que a hemorroida é uma doença de pressão. Para evitar que outras veias se dilatem, o paciente deve:

  1. Consumir 25g a 30g de fibras diariamente.
  2. Beber 35ml de água por quilo de peso corporal.
  3. Nunca levar o celular para o banheiro (evitar ficar mais de 5 minutos sentado no vaso).
  4. Praticar atividades físicas que não envolvam esforço abdominal extremo constante.

10. FAQ: Perguntas Frequentes de Consultório

Quantos elásticos podem ser colocados por vez?

Recomenda-se no máximo 2 por sessão. Colocar muitos elásticos simultaneamente aumenta o risco de dor intensa e retenção urinária reflexa.

O elástico pode “escapar” se eu fizer força?

Sim. Se você tiver um episódio de constipação severa nas primeiras 48h, o elástico pode ser tracionado pelas fezes. Por isso, usamos amolecedores de fezes preventivos.

Grávidas podem fazer ligadura?

Geralmente aguardamos o término da gestação e do período de amamentação, a menos que haja sangramento incontrolável, pois as alterações hormonais da gravidez mudam a circulação local.


Referências Científicas e Fontes de Autoridade

  • American Society of Colon and Rectal Surgeons (ASCRS) – Practice Parameters for Hemorrhoids.
  • Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) – Consenso Nacional de Doença Hemorroidária.
  • The Lancet – Comparison of Rubber Band Ligation and Hemorrhoidectomy.
  • Journal of Coloproctology – Ambulatory management of internal hemorrhoids.

A Ligadura Elástica de Hemorroidas é o procedimento não cirúrgico mais eficaz para o tratamento de hemorroidas internas de graus I, II e III. O método utiliza um pequeno anel de borracha aplicado na base do mamilo hemorroidário para interromper o fluxo sanguíneo, levando à necrose indolor e à queda do tecido em poucos dias. Com taxa de sucesso superior a 80%, a ligadura elástica elimina sangramentos e prolapsos sem a necessidade de internação hospitalar, anestesia geral ou o doloroso pós-operatório da cirurgia convencional, permitindo que o paciente retorne às suas atividades em até 48 horas.

1. O que é a Ligadura Elástica de Hemorroidas?

A doença hemorroidária é uma condição vascular comum que afeta a região anal, causando desconforto, prolapso (saída do tecido) e sangramento. Quando o tratamento clínico baseado apenas em pomadas e dieta não apresenta resultados satisfatórios, a proctologia moderna oferece a ligadura elástica como o principal recurso ambulatorial.

Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, introduzido na prática médica por Blaisdell e posteriormente aprimorado por Barron. Na Clínica Fluence, a Dra. Raíssa Reis de Carvalho utiliza esta técnica para “estrangular” o fluxo de sangue que alimenta a hemorroida interna, forçando o próprio corpo a eliminar o tecido doente de forma natural e segura.

2. Como o Elástico Funciona? O Processo de Isquemia

O funcionamento da ligadura baseia-se na isquemia tecidual. Através de um aparelho chamado anoscópio, o mamilo hemorroidário é identificado. Com um aplicador de vácuo ou pinça, a base da hemorroida é tracionada para dentro de um cilindro, onde um pequeno anel de borracha nitrílica de alta pressão é disparado.

Uma vez posicionado, o anel interrompe a circulação local. Nas 48 horas seguintes, o tecido hemorroidário sofre necrose. Geralmente entre o 5º e o 10º dia após o procedimento, o tecido “seco” e o elástico caem sozinhos e são eliminados durante a evacuação. No local da queda, forma-se uma pequena cicatriz (fibrose) que atua fixando a mucosa anal, impedindo novos sangramentos e reduzindo o prolapso residual.

3. Indicações: Graus I, II e III

Nem toda hemorroida deve ser tratada com ligadura. A indicação depende do grau de evolução da doença:

  • Grau I: Hemorroidas internas que não prolapsam (não saem). A ligadura é excelente para parar sangramentos vivos recorrentes.
  • Grau II: Hemorroidas que saem ao evacuar, mas retornam sozinhas. É o “padrão de ouro” para este grupo.
  • Grau III: Hemorroidas que saem e precisam de redução manual (empurrar de volta). Nestes casos, a ligadura é eficaz, mas pode exigir múltiplas sessões para um resultado completo.

Atenção: Hemorroidas de Grau IV ou hemorroidas externas não podem ser ligadas. O tratamento de hemorroidas externas envolve outras técnicas, como a excisão cirúrgica, devido à alta sensibilidade nervosa da pele.

4. Vantagens Reais da Ligadura vs. Cirurgia Tradicional

A comparação entre a ligadura elástica e a hemorroidectomia clássica mostra por que 9 em cada 10 pacientes preferem o método ambulatorial:

  • Sem Internação: O procedimento dura de 10 a 15 minutos e o paciente vai para casa imediatamente.
  • Sem Anestesia Geral: Pode ser feita com sedação leve ou apenas anestesia local, reduzindo riscos sistêmicos.
  • Dor Reduzida: Como é feita em uma zona acima da “linha pectínea” (onde não há terminações nervosas de dor aguda), o desconforto é infinitamente menor do que o corte cirúrgico.
  • Custo Menor: Evita gastos com diárias hospitalares e grandes equipes de bloco cirúrgico.

5. Passo a Passo Técnico

A Dra. Raíssa Carvalho segue um protocolo rigoroso de segurança:

  1. Posicionamento: O paciente deita-se confortavelmente em decúbito lateral.
  2. Inspeção: Realiza-se a anoscopia para mapear os mamilos hemorroidários mais críticos.
  3. Aplicação: Utiliza-se um ligador de vácuo de última geração, que permite uma sucção precisa, evitando pinçar a musculatura do esfíncter.
  4. Verificação: Checa-se se o elástico está bem posicionado acima da zona de sensibilidade.

6. Recuperação e Controle de Dor

O paciente não sente dor “de corte”, mas sim uma sensação de peso retal ou “vontade de evacuar” (tenesmo). Isso ocorre porque o elástico gera uma tração na mucosa. Nas primeiras 24 horas, analgésicos comuns e banhos de assento mornos são suficientes para o controle total do desconforto.

O retorno ao trabalho costuma ocorrer em 24 a 48 horas. É fundamental manter o intestino funcionando regularmente para que fezes duras não desloquem o elástico antes do tempo ideal de necrose.

7. Riscos, Segurança e Complicações

Embora extremamente segura, a ligadura elástica possui riscos mínimos que devem ser discutidos:

  • Sangramento na Queda: Por volta do 7º dia, pode haver um pequeno sangramento quando a ferida (úlcera) está cicatrizando. É normal, desde que em pequena quantidade.
  • Síncope Vasovagal: Algumas pessoas podem sentir tontura logo após o disparo do elástico devido ao estímulo nervoso no reto.
  • Infecção: Extremamente rara (menos de 0,05% dos casos), manifesta-se com febre e dor intensa, exigindo antibioticoterapia imediata.

8. Eficácia e Recidiva: O que diz a ciência?

Estudos publicados no World Journal of Gastroenterology confirmam que a ligadura elástica resolve os sintomas de sangramento em 90% dos pacientes e o prolapso em 75% a 80%. A recidiva pode ocorrer após 5 a 10 anos, mas o procedimento pode ser repetido com segurança, o que não ocorre com a mesma facilidade em cirurgias de grande porte.

9. Mantendo os Resultados: Prevenindo Novas Hemorroidas

O tratamento não termina na aplicação do elástico. A Dra. Raíssa enfatiza que a hemorroida é uma doença de pressão. Para evitar que outras veias se dilatem, o paciente deve:

  1. Consumir 25g a 30g de fibras diariamente.
  2. Beber 35ml de água por quilo de peso corporal.
  3. Nunca levar o celular para o banheiro (evitar ficar mais de 5 minutos sentado no vaso).
  4. Praticar atividades físicas que não envolvam esforço abdominal extremo constante.

10. FAQ: Perguntas Frequentes de Consultório

Quantos elásticos podem ser colocados por vez?

Recomenda-se no máximo 2 por sessão. Colocar muitos elásticos simultaneamente aumenta o risco de dor intensa e retenção urinária reflexa.

O elástico pode “escapar” se eu fizer força?

Sim. Se você tiver um episódio de constipação severa nas primeiras 48h, o elástico pode ser tracionado pelas fezes. Por isso, usamos amolecedores de fezes preventivos.

Grávidas podem fazer ligadura?

Geralmente aguardamos o término da gestação e do período de amamentação, a menos que haja sangramento incontrolável, pois as alterações hormonais da gravidez mudam a circulação local.


Referências Científicas e Fontes de Autoridade

  • American Society of Colon and Rectal Surgeons (ASCRS) – Practice Parameters for Hemorrhoids.
  • Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) – Consenso Nacional de Doença Hemorroidária.
  • The Lancet – Comparison of Rubber Band Ligation and Hemorrhoidectomy.
  • Journal of Coloproctology – Ambulatory management of internal hemorrhoids.
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Dra Raissa Carvalho - procto BH

Dra. Raissa Carvalho

PROCTOLOGIA ADULTO E PEDIÁTRICO
COLONOSCOPIA
ENDOSCOPIA DIGESTIVA

CRM-MG: 65613
Especialidades/Áreas de Atuação:
CIRURGIA GERAL – RQE Nº: 38288
COLOPROCTOLOGIA – RQE Nº: 38289